domingo, 24 de outubro de 2010

Que interior é esse ?

A liberdade cabe dentro de uma mala, custei a acreditar!

Um tempo atrás, na época da tragédia do furacão Katrina, nos EUA, assisti a um programa na televisão sobre a ajuda prestada às vitimas, sendo que uma delas ganhava uma casa de presente da apresentadora. Esta vítima havia ficado 6 meses em um estádio de futebol. Ela tinha saído de casa somente com as roupas do corpo, e suas palavras foram iguais as minhas: ¨Eu não precisava de nada daquilo para viver.”

De que interior estamos falando?

Será que precisamos preencher nossos espaços com coisas materiais para viver? Ás vezes, somos capazes de criar necessidades urgentes para consumir, mas quais seriam nossas reais necessidades?

Reavaliar prioridades, rever o que era essencial, avaliar o limite do supérfluo e do necessário. Precisamos aprender a consumir o que é indispensável e a re-pensar o que seria realmente urgente.

Este interior de que falamos, está, na verdade, dentro de nós e de alguma forma sempre será refletido nos espaços físicos que habitamos. É aí que surge o grande paradoxo do nosso trabalho.

Lidamos com vidas de valores pouco práticos e por vezes fúteis. Muitos desses valores são movidos apenas pela vontade de “ter”, de “consumir”, e de se auto-afirmar. Questionando-os, podemos perceber como é o interior de cada um. Mas será que, como profissionais, nós devemos mesmo fazer esse tipo de questionamento? Será que também está em nossas mãos, além da construção do interior de espaços, a construção de valores humanos?

Convivendo neste mundo fútil, talvez seja nosso dever tentar administrar o lado do consumo aliando a praticidade da vida a algo naturalmente prazeroso.

Estamos vivendo em grandes armários e aproveitando nossos espaços para guardar bens materiais, mas esquecemos o que deveria ser verdadeiramente importante, como o simples fato de viver, ter experiências, compartilhar sonhos. Deveríamos aproveitar os espaços para convivermos com as pessoas, tendo nosso tempo calmo e contemplativo.

Como poderíamos então, orientar um cliente que quer construir mais armários a não fazê-los? E ao contrario de suas expectativas, como poderíamos induzí-lo a se desfazer dos excessos? Será que temos que sair de casa para enxergar que não precisamos de armários para viver?

Bens materiais são palpáveis e proporcionam diversas sensações de prazer, sucesso, poder. É mais fácil consumir. Então, compra-se mais armários, faz-se mais prateleiras com mais coisas, e sobra menos espaço para circularmos, até mesmo para enxergarmos uns aos outros. Penso que é este interior que deveria ser reavaliado. Às vezes fica impossível lutar contra o consumo, mas podemos selecionar melhor o quê e por que estamos consumindo mais. Deveríamos tentar enxergar novas soluções para problemas velhos ou ver nos problemas velhos, novas possibilidades de mercado.

O mercado de consumo está repleto de opções para todas as classes sociais e a mídia age induzindo as pessoas ao consumo. Nós, designers de interiores, temos que colocar toda esta tecnologia a nosso favor e usar o nosso conhecimento para beneficio comum, fazendo do nosso interior, uma fonte de consulta.

Mas, de que interior mesmo, nós estamos falando?

Muitas vezes ele pode não passar do lugar onde vivemos. Portanto, este interior no qual nós trabalhamos, o mesmo que moldamos e certamente influenciamos, deve ser o espelho do bem-estar que sentimos, sabendo que proporcionar bem-estar com o “material” nem sempre é necessário. Se pudéssemos reformar a dignidade das pessoas para que elas sintam prazer de viver; se pudéssemos projetar mais amor próprio nos outros, ou construir novos ideais de vida, isso sim seria moldar o design do maior dos interiores.

Infelizmente esta habilidade não é uma cadeira acadêmica, não podemos mudar o outro. Nossa profissão permite entender desejos e problemas, e propor uma solução. Devemos ouvir o interior das pessoas e direcionar escolhas.
As escolhas, porém, serão sempre fruto de valores próprios. O ambiente decorado, reformado ou re-projetado pode carregar inúmeras obras de arte e lindos objetos de decoração, mas o que transparece, serão sempre os valores. A consciência do que é realmente necessário, fica por conta de cada um. Este interior, portanto, é principalmente o interior do outro, não o nosso.

Estamos falando do interior que nos move.

É ele que nos faz mudar o exterior no qual habitamos.

É ele que nos faz influenciar o interior da casa dos nossos clientes.

E ele, é o quê nos inspira a sempre buscar novas maneiras de viver.




Elza Victor

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Vaso sanitário TOTO Washlet S400

Vaso high-tech tem jatos de água morna, secador e controle remoto. Endinheirados do Japão e dos EUA têm aderido à novidade.


TOTO Washlet S400
 
A Fabricante japonesa de vasos sanitários Toto,  pioneira nos chamados "washlets", termo genérico empregado no Japão para todos os vasos sanitários de alta tecnologia, capazes de operar como bides.


Com a esperança de conquistar maior  adesão entre os norte-americanos, a Toto lançou uma campanha publicitária cujo objetivo e tornar conhecidos os seus produtos entre os consumidores.

Outro objetivo é convencê-los de que os bidês tecnológicos, embora estranhos e intimidantes para os desacostumados, são mais higiênicos e agradáveis do que o uso de papel higiênico. "O papel higiênico só distribui o problema", disse Lenora Campos, porta-voz da Toto USA, em Nova York. "Sempre que limpamos qualquer outra coisa, usamos água, certo?", indagou.
A maioria dos washlets vem com assentos aquecidos, um jato de água que se estende sob o assento e borrifa água morna, um secador e um controle remoto que permite ajustar a temperatura do assento do vaso e a da água.


Embora cerca de 60% dos domicílios japoneses disponham de washlets, a Toto encontrou sucesso limitado em seus esforços de expansão, desde que abriu sua subsidiária norte-americana, em 1990.


A base de clientes está limitada a residências de alta renda e hotéis de luxo como W Hotel, na Times Square, em Nova York, e a clientes empresariais como a sede do Google.


Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,, MUL96367-6174, 00.html